Foi mais ou menos assim: eu estava caminhando pelo segundo piso do Salvador Shopping em direção à escada rolante em frente à Renner, pois eu queria ir ao Bompreço no andar de baixo. Na escada rolante ascendente, acabara de subir uma mocinha bonitinha de aproximadamente 17 anos, paty toda, de óculos escuros e coisa e tal. A amiga dela havia subido antes e eu já me aproximava da escada descendente. Pois essa criatura, assim que acabou de subir, ficou dando pequenos passos no mesmo lugar, chamando o nome da amiga. Dava um passo pra esquerda, outro pra trás, mais outro pra frente, depois para direita, e esquerda de novo, fazendo uma espécie de dança do quadrado desajeitada, criando, assim, um paredão móvel intransponível. Eu simplesmente não conseguia passar por ela! Foram longos segundos em que eu não conseguia andar, inacreditavelmente! Até que eu soltei um "TSC!" em alto volume, e ela se tocou. Foi surreal...
Eu sou um frequentador assíduo de shopping centers, confesso sem o menor pudor. Depois que o Salvador Shopping foi inaugurado, então, virei freguês. Vagas de estacionamento à vontade, cinema novinho e cheiroso, uma porrada de opções de alimentação e corredores espaçosos. Eu me satisfaço com pouco, e isso tudo, pra mim, já foi suficiente pra ter abandonado aquela lata de sardinha desprovida de vagas de estacionamento chamada Iguatemi.
Mas, ainda assim, mesmo com os corredores largos, eu não posso esquecer que continuo na cidade de Salvador, nesta terra de soteropolitaninhos pobres de educação doméstica e de senso de dimensões espaciais. Os soteropolitaninhos, em geral, tem um péssimo hábito de achar que todo mundo pode esperar um pouquinho só, que bobagem, não vai matar ninguém parar em fila dupla em frente a uma escola, não tem problema nenhum dirigir devagar procurando o endereço numa rua... Pra que se estressar quando um grupo de 10 pessoas para no meio de um corredor do shopping pra conversar, pra brincar com o neném no carrinho de bebê, ou pra decidir pra onde ir?
Em terra onde a falta de educação é regra, eu gostaria muito de ter a capacidade de ser rude e não ter um pingo de cerimônia para me transformar numa bola de boliche. O formato, pelo menos, eu já tenho...
Eu sou um frequentador assíduo de shopping centers, confesso sem o menor pudor. Depois que o Salvador Shopping foi inaugurado, então, virei freguês. Vagas de estacionamento à vontade, cinema novinho e cheiroso, uma porrada de opções de alimentação e corredores espaçosos. Eu me satisfaço com pouco, e isso tudo, pra mim, já foi suficiente pra ter abandonado aquela lata de sardinha desprovida de vagas de estacionamento chamada Iguatemi.
Mas, ainda assim, mesmo com os corredores largos, eu não posso esquecer que continuo na cidade de Salvador, nesta terra de soteropolitaninhos pobres de educação doméstica e de senso de dimensões espaciais. Os soteropolitaninhos, em geral, tem um péssimo hábito de achar que todo mundo pode esperar um pouquinho só, que bobagem, não vai matar ninguém parar em fila dupla em frente a uma escola, não tem problema nenhum dirigir devagar procurando o endereço numa rua... Pra que se estressar quando um grupo de 10 pessoas para no meio de um corredor do shopping pra conversar, pra brincar com o neném no carrinho de bebê, ou pra decidir pra onde ir?
Em terra onde a falta de educação é regra, eu gostaria muito de ter a capacidade de ser rude e não ter um pingo de cerimônia para me transformar numa bola de boliche. O formato, pelo menos, eu já tenho...


2 resmungos:
Maren, estava conversando sobre isso outro dia. As pessoas, no geral mesmo, não tem educação doméstica. Por exemplo, pegar elevador cheio - em qualquer lugar - é um exercício de paciência. As pessoas que estão na porta não dão espaço para aqueles que estão no fundo, e acham que se encolherem a bunda ou barriga haverá espaço suficiente! Eu me pergunto: custa sair da porra do elevador e segurar a porta? Custa? Será que acham que o elevador vai partir magicamente e deixá-los vagando em um andar desconhecido e hostil? Eu só suspiro pesadamente nessas horas.
é verdade, rafa. pior é o cara que vai descer no último andar e fica parado na porta. ter o direito de ir e vir cerceado por puro egoísmo é extremamente irritante.
Postar um comentário